CEM MIL LOTAM COPACABANA POR DIRETAS JÁ

CEM MIL LOTAM COPACABANA POR DIRETAS JÁ

Mais de cem mil pessoas lotaram a praia de Copacabana para um ato show em defesa das diretas Já para Presidente da República. Mais de trinta anos depois, novamente o povo brasileiro tem que tomar as ruas para defender a democracia e seu direito de escolha. Foi com essa missão que trabalhadores e trabalhadoras de todoso s cantos da cidade se dirigiram até Copacabana para protestar contra o presidente golpista e ilegítimo Michel Temer, neste domingo (28). Com bandeiras, faixas e cartazes, os manifestantes exigiram a saída de Temer e eleições diretas no país. O ato foi marcado por shows de diversos artistas, como Criolo, Teresa Cristina, Mart’nália, Cordão do Bola Preta, Caetano Veloso, Milton Nascimento, B Negão e mais dezenas de artistas que se apresentaram e se engajaram na luta pela democracia.

Além dos artistas, estivaram presentes na atividade intelectuais, líderes sindicais, servidores e representantes de partidos. A concentração começou às 11h, na Rua Siqueira Campos e se alastrou pela avenida atlântica, colorindo as ruas de Copacabana com as cores da luta pela democracia. O Secretário de Comunicação e Imprensa da CTB-RJ, Paulo Sérgio Farias, comentou sobre a atividade:

“Hoje é mais um dia de luta do povo do Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro sempre foi protagonista das lutas libertárias do nosso povo. Uma capital culturalmente engajada, vanguardista nas lutas em defesa da democracia, e não podia ser diferente que estamos vivendo no Brasil. O Rio de Janeiro chama esse ato hoje, na praia de Copacabana, com artistas, com as centrais sindicais, com partidos políticos e movimentos sociais para ratificar a posição em defesa das eleições diretas porque esse é o único caminho que temos para retomar o rumo do desenvolvimento do nosso país, com um governo legitimamente eleito pelo povo e para que, seja, dessa forma, um país a encontrar seu real caminho, o caminho da soberania nacional, um caminho tocado pelo povo. O povo nas ruas do Rio de Janeiro mais uma vez diz sim às Diretas Já e à Democracia.”

No palco, o ator Wagner Moura, foi um dos artistas que falaram ao povo defendendo a luta em defesa do Fora Temer e das Diretas Já. Ele lembrou da luta contra o golpe antes dele se consolidar e criticou as reformas trabalhista e da previdência:

“Nós, que no ano passado estivemos na rua contra o golpe que levou Temer à presidência, agora temos o segundo round. Não é possível Temer continuar, nem esse Congresso escolher seu substituto. Pode não ser ilegal, mas é imoral e ilegítimo. E o ovo da serpente são essas reformas trabalhista e previdenciária”, afirmou o ator em discurso no palco.

Outra representante da classe de artistas que se manifestou foi a poetisa e atriz Elisa Lucinda que também defendeu a saída de Temer: “Esse momento é crucial, nós estamos sendo violentados”, afirmou, antes de declamar uma poesia que discorre sobre corrupção e falta de dinheiro para educação e saúde.

Parlamentares dos mais diversos partidos de esquerda também marcaram presença no ato. O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) disse que mesmo se a eleição direta para presidente nesse momento não for instituída, a mobilização popular é importante. “Em 1984 não conseguimos aprovar (a eleição direta), mas o movimento popular acelerou o fim da ditadura e as conquistas da Constituição de 1988.”

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB) também fez um discurso em defesa da unidade do povo na luta por democracia e por eleições diretas, mas não poupou críticas também à situação que vive o povo do Rio de Janeiro, lembrando da crise que passa o Estado e defendendo, além do Fora Temer, o Fora Pezão:

“O povo não quer ver sequestrado seu direito previdenciário, seu direito trabalhista e nem ver seu direito de escolha numa democracia sequestrada por uma quadrilha que está no Planalto e por uma quadrilha que está no governo do Estado do Rio de Janeiro. Eu digo em bom som para essa quadrilha dirigida pelo PMDB no Rio e em Brasília, junto com essa tucanagem: Fora Pezão, Fora Temer, devolvam os direitos do povo brasileiro.

 

Texto: José Roberto Medeiros

Fotos: Bruno Bou / Diretas Já

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