CENTRAIS SINDICAIS PREPARAM REUNIÃO PARA DEBATER QUESTÃO DO EMPREGO

CENTRAIS SINDICAIS PREPARAM REUNIÃO PARA DEBATER QUESTÃO DO EMPREGO

As Centrais Sindicais (CTB, CUT, Força Sindical, UGT, NCST e CSB) vão realizar, no próximo dia 16 de novembro, no auditório da CUT, uma para pautar a recuperação e fortalecimento da luta pelo emprego no Brasil. A reunião estadual acontece após, no último dia 9, as centrais terem realizado uma reunião nacional em São Paulo, na sede do Dieese.

Na reunião nacional foi debatida a agenda da retomada do crescimento econômico que sustentará nosso desenvolvimento e a necessidade de se iniciar um grande movimento para recuperar a capacidade produtiva das empresas dos setores de petróleo, gás, construção e naval, retomando os investimentos e revitalizando os empregos. Criar empregos e preservá-los é um dos principais objetivos da economia. A atividade produtiva gera renda e riqueza que são as bases para se promover o bem estar social, a qualidade de vida e, hoje, cada vez mais, a sustentabilidade ambiental.

A crise econômica ameaça severamente esses objetivos pois hoje os empregos são ceifados aos milhares em todos os setores, em especial na indústria e construção.  Destaca-se nesta crise os efeitos do combate à corrupção que vem travando o setor de petróleo e gás (Petrobrás e fornecedores), setor naval, setor da construção e, em cadeia, todos os setores produtores de insumos e serviços.

Há um grande avanço no combate à corrupção oriundo das diversas leis aprovadas nos últimos anos que fortalece a investigação e a punição de corruptos e corruptores. A efetividade desse novo arcabouço legal e institucional deve ser apoiada e sustentada pelo poder público e pela sociedade, punindo-se os culpados com base no efetivo estado de direito.

Ao mesmo tempo, a luta contra a corrupção é longa, difícil e complexa. Já se observa efeitos extremamente perversos sobre a atividade econômica, travando processos produtivos e de investimento público e privado, o que compromete de maneira irreparável a sustentação do crescimento do país, gerando desemprego, arrocho salarial, inadimplência, crise social, queda no nível de atividade, conformando um ciclo destrutivo do ponto de vista econômico e social.

As empresas atingidas pelas investigações empregam milhares de trabalhadores que reúnem complexas competências de engenharia e de capacidades produtivas, acumuladas durante décadas de investimento em pesquisa, no desenvolvimento de tecnologia e inovação. São empresas de ponta nos seus segmentos, patrimônio da nação brasileira.

Consideramos que, a exemplo de outros países que enfrentaram esse mesmo problema, o Brasil precisa ter mecanismos céleres e eficazes de promover, ao mesmo tempo, a investigação, julgamento e punição dos culpados e criar o instrumentos específicos que permitam aos órgãos responsáveis liberarem a retomada das  atividades das empresas nas suas finalidades produtivas.

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