Chá Rosa reafirma luta das Mulheres da CTB-RJ pela prevenção ao Câncer de Mama

Chá Rosa reafirma luta das Mulheres da CTB-RJ pela prevenção ao Câncer de Mama

Na tarde da última sexta-feira (8), as mulheres trabalhadoras da base social da CTB Rio de Janeiro se reuniram, sob a liderança da Secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ, Débora Henrique, no auditório do Sintect-RJ para a atividade denominada Chá Rosa, que debateu e organizou a atuação das mulheres classistas na luta pela prevenção ao Câncer de Mama. A atividade, organizada pela Secretaria da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ, contou com apoio de dois importantes sindicatos da base cetebista: o Sinfa-RJ  e o Sintect-RJ.

Durante o encontro, a Secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ, Débora Henrique, fez uma palestra sobre as questões referentes à luta contra o Câncer de Mama, sua forma de detecção e prevenção. Débora frisou a importância do autoexame e dos cuidados das mulheres com a saúde:

É importante se cuidar. Não pode se intimidar diante de tanto preconceito e desinformação. O câncer de mama no ano passado matou 4041 mulheres no Brasil. É um número inaceitável, diante de uma doença curável se diagnosticada precocemente.” – disse

Segundo Débora, a importância de eventos como este realizados pela Central e entidades sindicais é que mais mulheres sejam envolvidas nesse ambiente de prevenção. 

“Nossa militância precisa fazer essa discussão também com as companheiras da base da categoria. Não apenas para discutir o Outubro Rosa, mas também as questões políticas. As ecetistas têm que fazer o debate sobre o câncer de mama e lutar contra a privatização e a perda de direitos”  finalizou.

O evento contou com representações de várias entidades sindicais como as comerciárias, bancárias, servidoras municipais, professoras, eletricitários e também do conselho de saúde da cidade. 

6% das pacientes com câncer de mama no RJ são atendidas no prazo previsto em lei

Apenas seis em cada cem pacientes com câncer de mama no RJ conseguem iniciar o tratamento em 60 dias, como manda a lei. Os dados são da Sociedade Brasileira de Mastologia. A entidade afirma ainda que o RJ é o estado que mais desobedece ao prazo legal.

A média nacional é bem superior à fluminense: 40% das mulheres são atendidas em dois meses, contra os 6% do RJ. O estado também está na lanterna do Sudeste.

Em vigor desde 2013, a Lei dos 60 dias determina que o paciente dê início ao tratamento em, no máximo, dois meses após a inclusão da doença no seu prontuário do Sistema Único de Saúde (SUS).

O prazo máximo vale para que o paciente passe por uma cirurgia ou inicie sessões de quimioterapia ou radioterapia, conforme prescrição médica.

O relatório da entidade alerta que a demora no início do tratamento causa prejuízos para os pacientes, como a diminuição das suas chances de cura e do tempo de sobrevida.

*Contém informações de Sintect-RJ e Sociedade Brasileira de Mastologia

Visite o Instagram da CTB-RJ e veja as fotos do Chá Rosa!

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