Com chuva de bombas contra o povo, maioria da ALERJ solta Picciani e aliados da cadeia

Com chuva de bombas contra o povo, maioria da ALERJ solta Picciani e aliados da cadeia

A tarde de 17 de novembro ficará para sempre marcada como um dos dias mais lamentáveis da história fluminense. A maioria dos deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu revogar a prisão preventiva do presidente da Casa, Jorge Picciani, e dos parlamentares Edson Albertassi e Paulo Melo. Enquanto a casa votava a medida, o Batalhão de Choque impedia que uma oficial de Justiça notificasse a casa da obrigatoriedade de abertura das galerias e a Força Nacional despejava uma chuva de bombas sobre os manifestantes que exigiam a prisão da quadrilha que, ao lado de Cabral e Pezão, assaltou os cofres públicos.

“A decisão da ALERJ sobre o Presidente da casa já era esperada. Tal qual Michel Temer, Picciani é a caracterização de uma catástrofe. Aliás, Temer, Pezão e Picciani são responsáveis pela catástrofe que o Rio de Janeiro atravessa na atual fase. Somos pelo amplo direito de defesa pois não concordamos com esse estado policialesco e de exceção que vivemos no momento. Mas para que as apurações das denúncias sejam feitas de forma transparente, seria oportuno que os acusados sejam investigados sem a condição de interferência que o cargo permite. O Rio de Janeiro não terá saída para a atual crise com as forças políticas que atualmente dirigem o governo estadual.” – Afirmou Paulo Sérgio Farias, Presidente da CTB RJ

O trio peemedebista é investigado na operação Cadeia Velha, que apura favorecimento a empresas de ônibus por parlamentares. As investigações da Polícia Federal acusam o trio de ter recebido cerca de R$ 135 milhões em propinas de empresários do setor.

A votação que revogou a prisão preventiva dos parlamentares começou às 15 horas. Às 15h45, uma liminar da Justiça liberou a entrada dos manifestantes para acompanhar a votação. O Juíz determinou que o Estado do Rio de Janeiro, por intermédio da sua Casa Legislativa, providencie o acesso a todas as representações classistas, econômicas e sociais, e demais cidadãos aos trabalhos designados para a sessão extraordinária de hoje. O Batalhão de choque da Polícia Militar, no entanto, lançou  bombas de efeito moral e balas de borracha contra os ativistas que tentavam ingressar no parlamento.

Os três investigados na operação Cadeia Velha foram absolvidos pelos seus pares em votação que terminou com 39 deputados votando a favor da revogação da prisão; e 19 contrários; além de uma abstenção.

*Texto de João Werneck com informações de CTB RJ

Leia também...

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *