Comerciários fazem paralisação nas Lojas Americanas e Casa & Vídeo

Comerciários fazem paralisação nas Lojas Americanas e Casa & Vídeo

Mais uma manhã de intensa mobilização da categoria de funcionários do comércio: nesta sexta (27 de julho), o Sindicato dos Comerciários amanheceu em frente às Lojas Americanas e Casa e Vídeo do Largo de São Francisco, no Centro da cidade, recepcionando os funcionários na chegada, antes da abertura da loja. Na próxima terça-feira, dia 31 de julho, às 18h30, será realizada uma assembleia na sede do sindicato para deliberar sobre o início de uma greve geral da categoria.

O motivo das operações recentes realizadas pelo sindicato é a campanha salarial da categoria: os empregadores têm oferecido reajustes pífios tanto nos acordos quanto no que se refere à Convenção Coletiva. E os trabalhadores do comércio já sentem na pele os danos da reforma trabalhista – muitos estão sendo demitidos e novos funcionários vem sendo contratados no novo regime, que é menos favorável ao trabalhador.

“Foi uma semana muito intensa de mobilização, que já tem surtido efeito nas mesas de negociação com os patrões. Hoje o nosso foco está nas lojas de rua, com mais paralisações de advertência, diálogo com trabalhadores e convocação para a assembleia na terça-feira. Os comerciários não aguentam mais essa escravidão. Ou valorizam o nosso trabalho ou é greve. É bom o patrão não pagar pra ver”, alerta Alexsandra Nogueira, presidenta interina do Sindicato dos Comerciários.

O Sindicato dos Comerciários tem enfrentado uma grande luta com os patronais, uma vez que eles tentam inserir nas Convenções Coletivas os itens da reforma trabalhista. A ação realizada hoje, por exemplo, tem a base do Sindilojas, que já segue para a 7ª rodada de negociações sem nenhum avanço. Nas ações realizadas nesta semana, no Mundial e no Zona Sul, o sindicato patronal é o Sindigêneros – outro que não tem cumprido o Acordo Coletivo do ano passado e tentado travar o diálogo do Sindicato com seus trabalhadores. Ontem foi realizada uma reunião com o MPT por conta da paralisação com Mundial – uma mediação em que as duas partes foram ouvidas e agora o MPT segue com a investigação.

Fonte: SEC-RJ

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