Crivella e Witzel não querem hospitais da Zona Oeste; população sofre com impasse

Crivella e Witzel não querem hospitais da Zona Oeste; população sofre com impasse

Enquanto a saúde do povo carioca e fluminense segue a duras penas, o prefeito Marcelo Crivella e o governador Wilson Witzel seguem com impasse sobre quem irá administrar os hospitais da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Em uma das regiões com maior demanda de acesso à saúde pública, enquanto pessoas sofrem e morrem em filas de hospitais, Prefeito e Governador não entram em consenso sob quem administrará unidades hospitalares.

Em último ato dessa disputa, o prefeito Marcelo Crivella enviou um ofício ao governador Wilson Witzel para que o estado reassuma os hospitais Albert Schweitzer (Realengo) e Rocha Faria (Campo Grande), as duas maiores unidades de saúde pública da Zona Oeste, até o dia 23 de Outubro . No documento, o Prefeito afirma que rescindiu, de forma unilateral, um convênio celebrado entre o ex-prefeito Eduardo Paes e o ex-governador Luiz Fernando Pezão. A Alegação é a de que o estado não fez os repasses previstos no contrato. O governador, por sua vez, afirma que não tem intenções de reassumir os hospitais.

Crivella afirma que, pelo contrato de cessão das unidades, o Governo do Estado deveria devolver o montante de R$ 57 milhões, repassados para auxiliar as mesmas unidades em 2015 (na época sob gestão do Estado). A prefietura cobra também repasses mensais no valor de R$ 6 milhões. Esses repasses foram prometidos publicamente pelo governador, em entrevista coletiva ao lado do Prefeito.

O secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, por sua vez, afirma que apresentará uma justifica técnica para que os hospitais fiquem com a Prefeitura. Segundo o Secretário, em entrevista ao Jornal O Globo, os hopítais em questão possuem características que os tornam de atribuição da rede municipal e voltou a garantir que o repasse – que ainda não foi feito – será feito mensalmente para o governo municipal.

Enquanto Crivella e Witzel não chegam a um acordo, o povo segue sofrendo com a crise da saúde pública no Estado e no Município.

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