CTB-RJ participa de Ato em Defesa da Petrobras e pela Soberania Nacional

CTB-RJ participa de Ato em Defesa da Petrobras e pela Soberania Nacional

No último Sábado (3), dezenas de lideranças sindicais e populares, trajando máscaras e respeitando as normas de distanciamento social, se reuniram, em frente ao EDISE (sede da Petrobras), para fazer um ato em defesa da Petrobras e da Soberania Nacional. O ato, em 3 de outubro, é duplamente histórico pois ocorre no aniversário da Petrobras e da Federação Sindical Mundial (FSM).

Presente no ato, a liderança histórica da CTB e da FSM, João Batista Lemos, defendeu a luta internacional dos trabalhadores e fez duras críticas ao governo Bolsonaro:

“O internacionalismo passa pela revolução em cada país. E aqui, a questão central para nós hoje, é a defesa da Petrobrás. A defesa do caráter estatal da Petrobrás. A Petrobrás é nossa. Nós descobrimos agora o Pré-Sal, na época do Lula. Isso está sendo entregue nas mãos do capital internacional. Bolsonaro é um boneco do Trump. Chega! O povo brasileiro está sem dinheiro, está passando fome. Já são 15% de desempregados, 40% no mercado informal. Precisamos retomar o desenvolvimento nacional. O Socialismo passa pela luta nacional, pela luta democrática, pela luta internacionalista.” – afirmou Batista.

O Deputado Federal pelo PDT, Paulo Ramos, também esteve presente na atividade. Ramos fez duras críticas a Bolsonaro e taxou Paulo Guedes, Ministro da Economia, como principal representante do modelo liberal no governo:

“O modelo liberal, que tem como principal representante nesse governo de traição nacional do Bolsonaro, o Paulo Guedes, traz a proposta do Estado Mínimo que significa não controlar nenhum setor estratégico e nenhum servidor público com as garantias da Constituição de 1988. Eles querem Estado nenhum! A situação é dramática porque a traição nacional está no governo. O governo Bolsonaro, com militares do alto escalão das três forças armadas em cargos ministeriais, são uns vendilhões da pátria, traidores do povo.” – denunciou.

Militante da base da CTB em Furnas, o sindicalista Pedro Américo também esteve no ato e fez um alerta sobre a importância estratégica do setor elétrico e dos riscos da privatização da Eletrobrás:

“Com esse mote de privatizações, de Paulo Guedes e do Governo Bolsonaro é muito importante que a sociedade saiba a importância do setor elétrico nacional. Uma das coisas mais impactantes que nós podemos ter, nos estados e municípios, é a questão das tarifas. Nas usinas, o megawatt gerado custa em torno de R$70, com uma possível privatização, esse megawatt vai passar a custar R$ 210. Um aumento que vai pesar diretamente no bolso do consumidor.” – alertou.

Deputado Federal pelo PSOL, Glauber Braga foi outro parlamentar presente na atividade. Ele também fez duras críticas ao governo Bolsonaro e afirmou que somente a luta nas ruas será capaz de deter essa agenda nefasta:

“O serviço público vive um momento dramático que exige de nós todas energias para barrar a agenda ultraliberal. Houve um acordo entre a direita liberal (que se fantasia de centro) e a extrema direita para aplicar esse programa econômico que deixa nosso país de joelhos. Todas essas etapas – Reforma Administrativa e Privatizações – estão ligadas, fazem parte de um mesmo programa. E por mais que os parlamentares de oposição estejam engajados contra a aplicação dessa agenda, no meio de 500 deputados somos no máximo 100. Quem tem capacidade de virar esse jogo é a rua, é a organização popular.” – falou Glauber.

O ato contou com intervenção de lideranças entre 10 da manhã e meio-dia, sendo encerrado com um abraço na Petrobras. O Presidente da CTB-RJ, Paulo Sérgio Farias, avaliou positivamente a atividade e convocou a classe trabalhadora para derrotar o governo nas Ruas e nas Urnas:

“As manifestações do dia 3 de outubro reforçam a resistência popular ao desmonte do estado promovido pelo governo Bolsonaro. O governo que renuncia a soberania, que ataca direitos e promove desmonte de estruturas governamentais que levaram décadas para cumprir com a missão de servir ao país. O desmonte da Petrobras é o exemplo dessa orientação. A Petrobras sem dúvida é a grande locomotiva para um desenvolvimento sustentável e duradouro. A cadeia produtiva do petróleo está se desestruturando, o governo exportando óleo cru e importando combustível e o governo se desfazendo das refinarias. Privatizar a Petrobras é Privatizar o Brasil. Por isso, a importância da unidade popular para ampliar a resistência. Barrar a privatização da Petrobras, da Eletrobras, do setor de saneamento e dos bancos públicos é fundamental, assim como é imperativo barrar essa reforma administrativa e lutar pela taxação das grandes fortunas na reforma tributária. Pra essas demandas democráticas e patrióticas prevaleceram frente ao projeto ultraliberal de Bolsonaro e Paulo Guedes vai ser fundamental a vitória do campo popular nas próximas eleições, ou seja, a tarefa imediata é derrotar o governo nas ruas e nas urnas.” – afirmou Paulo Sérgio.

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