Desgoverno na saúde piora quadro pandêmico no Rio de Janeiro

Desgoverno na saúde piora quadro pandêmico no Rio de Janeiro

A gestão da saúde fluminense é alvo de críticas por vários setores da sociedade. Entidades de classe e movimentos sociais erguem o tom contra o governador e o Secretário de Saúde com críticas à medidas que não avançam para que seja estabelecido um controle sobre o quadro pandêmico do Estado.

Os materiais usados nos Hospitais de campanha não chegaram ainda às unidades de saúde, hospitais da rede estadual sendo fechados, vacinação em ritmo lento e com má distribuição de insumos aos municípios. Tudo agravando ainda mais a situação e deixando a rede de saúde do Estado mais próxima do colapso.

“Hoje enfrentamos uma pandemia em um quadro de guerra sem comandante, pois não temos transparência para sabermos quais os municípios receberam os materiais dos hospitais de campanha que foram desmontados, não sabemos quantos leitos foram abertos e nem quantos materiais ainda estão em estoque.” – critica Maria Celina de Oliveira, dirigente da CTB Rio de Janeiro.

Entre os equipamentos que não se sabe o destino se encontram respiradores, ressuscitadores, kits de intubação e até mesmo testes para Covid-19. A vacinação também se encontra em rimo lento e não apenas pela falta de vacinas, um problema oriundo do negacionismo do Governo Federal que atrasou ao máximo que pode a aquisição dos imunizantes, mas também por uma má gerência na logística de distribuição do Governo do Estado.

“ Em relação as vacinas o governador precisa tomar uma solução pois tem vários municípios com vários erros. Duque de Caxias, por exemplo, promove a vacinação na rua, sem estrutura, sem nenhum ato de assepsia. Precisamos saber se o governador vai comprar vacinas para acelerar a imunização do povo do Rio de Janeiro, estamos muito atrasados.”

Entre as queixas dos movimentos sociais sobre a vacinação estão problemas na entrega de insumos básicos para a vacinação, o que atrasa ainda mais o processo em diversos municípios.

A falta de transparência também se dá na situação dos leitos federais. Não se sabe quantos serão abertos, nem quando e nem como. É público, por exemplo que o último concurso público para área aconteceu em 2005, e que os contratados no começo da década, pelo governo Dilma, foram demitidos pelo ex-ministro Eduardo Pazuello.

“Nós temos uma situação muito crítica no Rio de Janeiro, no que tange à Pandemia, está assustando a todos no Estado. Os números são muito impressionantes. E a gente sabe que a subnotificação é uma constante nesse processo.” – afirmou Paulo Sérgio Farias, Presidente da CTB-RJ.

A falta de transparência e a insistência do governo do Estado em segui as políticas do Governo Federal, que não vem sendo bem sucedido no combate à pandemia por conta do negacionismo do Presidente Jair Bolsonaro, geram um quadro de insegurança e agravam ainda mais a situação da pandemia no Estado do Rio de Janeiro.

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