Dirigentes da CTB-RJ prestam apoio à Ocupação Cambaíba, em Campos dos Goytacazes

Dirigentes da CTB-RJ prestam apoio à Ocupação Cambaíba, em Campos dos Goytacazes

Dirigentes da CTB Rio de Janeiro, entre eles a Coordenadora Regional do Norte Fluminense, Elaine Leão (que também é Presidenta do Siprosep), visitaram e manifestaram apoio à Ocupação Cambaiba, no município de Campos dos Goytacazes. Mais de 150 famílias de trabalhadores rurais ocupam o terreno, que foi desapropriado pela 1ª Vara Federal de Campos no dia 5 de maio.

“Hoje estive na ocupação em Cambaiba para conhecer e tentar ajudar as necessidades dos companheiros e companheiras que lá estão. Trata-se de um local histórico porque ali, naquela usina, durante a Ditadura Militar, o forno era usado para incinerar as pessoas que eram contra o regime. Essa é uma luta digna, por direitos e por sobrevivência. Pessoas que vieram da zona rual, que perderam o emprego, é uma luta por mais direitos e mais igualdade. Como Presidenta do Sindicato, uma pessoa que luta por direitos, estamos prestando apoio e ajuda para tentar colaborar com essa luta que é tão difícil. Se cada um de nós fizermos nossa parte, vamos construir um Brasil melhor.” – afirmou Elaine ao Portal CTB-RJ

O acampamento sofre com a necessidade de lonas, telhas, materiais de construção, cobertores entre outros. O Siprosep e a CTB-RJ estão atentos e buscando formas de apoiar a ocupação, reconhecendo a importância da pauta e da luta dos trabalhadores e trabalhadoras que ali vivem.

Histórico

O Complexo da Cambahyba é formado por sete fazendas que somam cerca de 3.500 hectares. Em 1998, a área foi decretada pelo Governo Federal para fins de reforma agrária. Cinco anos antes, em 1993, a usina que funcionava no local havia sido desativada após ir à falência.

Anos mais tarde, em 2012, o local foi considerado improdutivo pela Justiça. Na época, a área pertencia a Heli Ribeiro Gomes, político fluminense eleito deputado federal, em 1958, e empossado vice-governador biônico do Rio de Janeiro, em 1968. Até a determinação da desapropriação pela Justiça, no último mês de maio, o registro do terreno estava em nome da empresa AVM Construções. 

Leia também...

Leave a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked with *