EM CLIMA DE INCERTEZAS, TRABALHADORES DO EISA REALIZAM ASSEMBLEIA

EM CLIMA DE INCERTEZAS, TRABALHADORES DO EISA REALIZAM ASSEMBLEIA

Os trabalhadores do Estaleiro Ilha S. A. (EISA), localizado na Praia da Rosa, na Ilha do Governador, mais uma vez amanheceram em assembleia na manhã dessa segunda-feira (21). Novamente os problemas administrativos do estaleiro colocam a vida de milhares de famílias em risco e a ceia de natal deste ano é uma completa incerteza para os 3 mil trabalhadores do EISA.

A assembleia foi conduzida pelo Presidente do Sindimetal-Rio, Jesus Cardoso e contou com representantes do Sindicato de Niterói, da FUP (Federação Única dos Petroleiros), da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e da Deputada Federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ). Durante a assembleia foi esclarecido aos trabalhadores as medidas que o Sindicato está tomando após mais esse ato de descaso por parte da administração do EISA. Foi informado que uma reunião com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Superintendência do Trabalho seria feita para tentar a liberação do Fundo de Garantia dos trabalhadores e das trabalhadoras.

O clima era tenso e a revolta estava estampada em cada rosto. A Deputada Jandira Feghali classificou como “negligente, imperita e desrespeitosa” a gestão do EISA e se colocou ao lado dos trabalhadores na luta pelos seus direitos:

“Eu chego aqui muito triste porque não é a primeira vez que vivenciamos um momento de crise por conta de uma gestão negligente, imperita, desrespeitosa que é feita pelo dono desta empresa e do Estaleiro Mauá. Uma gestão que coloca milhares de trabalhadores numa situação desesperadora: sem salario, sem décimo terceiro, véspera de natal e sem perspectiva. Estamos aqui para ver de que forma nós podemos ajudar esses trabalhadores, que possuem direitos que estão sendo negados pela empresa e vendo que saída nós podemos encontrar para que mais uma empresa do setor naval não seja fechada. Certamente, com a gestão desses empresários ela não terá perspectiva. Essa empresa precisa trocar de mãos para que uma renegociação com os armadores que possuam obras aqui dentro possa seguir em frente. É uma situação de desespero, nós estamos aqui para prestar nossa solidariedade imediata e vamos procurar as soluções”

A dirigente nacional da CTB e diretora do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, Mônica Custódio criticou a maneira como os trabalhadores foram tratados pela empresa e afirmou que a central sindical atua em diversas esferas para tentar resolver não apenas a questão do EISA, mas os dilemas que vive o Setor Naval na atualidade:

“A CTB tem feito vários movimentos que criam possibilidade de recuperação e desenvolvimento do emprego e de condições para empregabilidade. Nessa última sexta-feira, nos reunimos com a Presidenta Dilma para debater a questão da Leniência. Hoje, aqui, participamos dessa assembleia para criar mobilização e condições para pressionar o Ministério Público do Trabalho. A CTB segue participando das negociações dentro da categoria, junto aos armadores e no plano nacional na perspectiva de encontrar um caminho para esse setor que é parte fundamental para a geração de emprego e desenvolvimento.”

O Presidente do Sindimetal-Rio, Jesus Cardoso, se mostrou indignado com o impasse que se apresenta às vésperas dos festejos de fim de ano e se colocou ao lado dos trabalhadores na busca de uma solução que garanta os seus direitos:

“Essa assembleia faz parte das iniciativas do sindicato na busca por uma solução para esse impasse que acaba deixando trabalhadores sem ter o que comer no fim de ano. Estamos pressionando para que seja pago a parcela do décimo terceiro e o salario desse mês que estão faltando para que o trabalhador possa sobreviver e no ano que vem possamos encontrar uma solução definitiva para essa questão. Os trabalhadores estão na rua, com obra dento do estaleiro e o patrão não define qual a realidade da empresa e como se vai dar essas demissões (e os direitos) dos trabalhadores. Então o Sindicato segue na luta, em busca de uma reunião com a empresa, para tentar arrumar uma solução para esse problema que afeta a vida de uma massa de 3 mil trabalhadores.”

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