Garis da Comlurb fazem passeata por direitos, respeito, justiça e transparência

Garis da Comlurb fazem passeata por direitos, respeito, justiça e transparência

Os trabalhadores e trabalhadoras da Comlurb, junto com o Círculo Laranja, fizeram uma importante passeata no fim da tarde da última quinta-feira (15), com duras críticas ao Prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella. A Categoria, que luta por um acordo salarial justo, que garanta a preservação de direitos e melhore as condições de trabalho, se concentrou desde o meio da tarde na Central do Brasil e, seguiram em passeata até o grande ato em memória da Vereadora Marielle Franco (PSOL), executada brutalmente na noite da última quarta (14).

O destino original do ato dos Garis seria a Câmara de Vereadores, mas diante do que aconteceu no Estado, os trabalhadores encaminharam por e-mail um documento para o legislativo municipal, que será protocolado na próxima segunda-feira, e o ato seguiu pelas ruas do centro até a ALERJ, onde se uniu ao ato que fazia homenagens à vereadora, seguindo assim pela Avenida Presidente Vargas, tomando a Avenida Rio Branco e usando a Rua da Assembleia para chegar atá a ALERJ. Os Garis lutam por um acordo salarial justo, pelo uso de equipamentos de proteção individual, contra a perda de direitos e por justiça. Justiça para a classe trabalhadora, justiça para Marielle e Anderson. Os Garis, que vivenciaram uma grande greve há poucos anos atrás, são das categorias mais mobilizadas contra os abusos do governo Crivella e estão na linha de frente da resistência da agenda nefasta do prefeito carioca. O Companheiro Célio Vianna,  conhecido como Célio Gari, defendeu a abertura da caixa preta da Comlurb:

“A Comlurb é um dos maiores orçamentos do município e não tem transparência. Todo mundo sabe quanto ganha um Gari, mas ninguém sabe quanto ganham os diretores da Comlurb. Os trabalhadores estão trabalhando sem Equipamentos de Proteção Individual, sem água, sem condições dignas. Nós queremos transparência!”

A CTB RJ participou de todas as manifestações, tanto das homenagens e lutas que envolvem Marielle e Anderson, como do ato dos Garis e se mantém firme na luta por democracia, por respeito aos trabalhadores e por Justiça. O Presidente da CTB Rio de Janeiro, Paulo Sérgio Farias, manifestou seu apoio à luta dos Garis:

“A CTB apóia a luta dos trabalhadores da Comlurb. Essa é uma categoria importantíssima para a cidade, para os habitantes dessa cidade, e que são ao mesmo tempo invisíveis aos olhos desses mesmos habitantes. Esses trabalhadores e trabalhadoras não são meros recolhedores dos resíduos sólidos descartados pela população. São trabalhadores urbanos e responsáveis pela saúde da população e não são valorizados pelos governos que se sucedem à frente da Prefeitura. A CTB incorpora essa luta pela valorização da categoria e apóia a luta em defesa de melhores condições de trabalho e salários dignos.”

O ato dos Garis teve o apoio de diversa entidades, como a CTB RJ, a FIST (Frente Internacionalista dos Sem Teto), a UJS (União da Juventude Socialista), a UEE-RJ (União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro). A Deputada Estadual Enfermeira Rejane (PCdoB) também passou pelo ato e se manifestou em solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras da Comlurb. A atividade se encerrou unindo-se à marcha em homenagem à vereadora Marielle Franco. Além de lutar pelos direitos da categoria e por transparência na gestão da Comlurb, os Garis também incluíram a luta por justiça e pelo fim do genocídio da população negra nas suas pautas. Como dizia a frase estampada na camisa do Círculo Laranja, “a casa grande surta quando a senzala aprende a ler”.

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