Governo apresenta Reforma da Previdência com ataques à idosos

Governo apresenta Reforma da Previdência com ataques à idosos

O Presidente Jair Bolsonaro (PSL) e sua equipe econômica apresentaram à Câmara dos Deputados, na última quarta-feira (20), a proposta de Reforma da Previdência elaborada pelo Ministério da Economia. Com pontos muito polêmicos, a proposta é composta pela PEC apresentada na quarta-feira, por um projeto para cobrar grandes devedores da Previdência Social; por um projeto de reestruturação da previdência para os militares e por um projeto de regime de capitalização. Somente a PEC da Reforma da Previdência foi apresentada ontem.

De acordo com o que o governo já havia anunciado na semana passada, a proposta prevê uma idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e de 62 para mulheres, a ser aplicada após 12 anos de transição. Além disso, os beneficiários terão de contribuir por, no mínimo, 20 anos. Se quiser ter direito ao benefício integral, no entanto, o trabalhador e a trabalhadora deverão contribuir por 40 anos antes da aposentadoria.

A reforma da Previdência abrange os trabalhadores do setor privado, que estão no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e os servidores públicos. O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, afirmou que um texto com a proposta de reforma da previdência dos militares será entregue em até 30 dias.

A equipe econômica também informou que buscará implementar um regime de capitalização – pelo qual cada trabalhador financia a própria aposentadoria por depósitos em uma conta individual. Entretanto, detalhes sobre essa proposta serão apresentados somente no futuro. O Relator da CPI da Previdência, Senador Paulo Paim (PT), criticou a ideia afirmando que o regime de capitalização será “o fim da previdência social”.

Benefícios para idosos são atacados por projeto de Paulo Guedes

A proposta de reforma da Previdência Social do governo determina que idosos sem meios de se sustentar terão de aguardar até os 70 anos para receber integralmente o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Atualmente, o benefício, no valor de um salário mínimo, é pago mensalmente à pessoa com deficiência e ao idoso com 65 anos ou mais que comprove não possuir meios de se sustentar, e nem de ter auxílio da família.

Na proposta, chamada de “Nova Previdência” pelo governo, há uma redução bruta do BPC, propondo o pagamento de um valor menor, de R$ 400, a partir dos 60 anos de idade.

De acordo com o secretário de Previdência do Ministério da Economia, Leonardo Rolin, se esse idoso não tiver o tempo mínimo de contribuição para se aposentar pelo regime geral ao atingir 65 anos, ele continuará recebendo R$ 400 até completar 70 anos. Somente a partir dos 70 anos passaria a receber um salário mínimo.

O BPC está previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS). Para ter direito, é necessário que a renda por pessoa do grupo familiar seja menor que 1/4 do salário-mínimo vigente.

Pela proposta de reforma, apresentada ao Legislativo pelo presidente Jair Bolsonaro, permanece a exigência de que os beneficiários tenham renda mensal per capita inferior a 1/4 do salário mínimo, e determina também que tenham patrimônio inferior a 98 mil reais.



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