Intersindical Portuária mobiliza greve contra privatizações, pelo emprego e pela soberania nacional

Intersindical Portuária mobiliza greve contra privatizações, pelo emprego e pela soberania nacional

A segunda-feira amanheceu com luta nos portos do Rio de Janeiro. Liderados pela Intersindical Portuária, os trabalhadores e trabalhadoras dos portos do Rio de Janeiro aderiram ao movimento nacional e fizeram a Greve Portuária, na manhã dessa segunda-feira (20). O movimento tinha como intenção paralisar o primeiro turno de trabalho nos portos e defendia a não-privatização dos portos e da autoridade portuária, a defesa da exclusividade profissional das categorias, a preservação da guarda portuária, entre outras pautas do gênero.

A CTB Rio de Janeiro esteve presente na atividade, apoiando a luta dos portuários e se somando nas pautas por eles levantados. Liderança da Intersindical Portuária e membro da Direção Plena da CTB-RJ, Ernâni Florêncio falou sobre a importância da atividade e do ato de hoje:

“A Intersindical Portuária do Rio de Janeiro está fazendo sua parte com o compromisso celebrado na grande plenária nacional do dia 7 e 8 passados, em Brasília. Compromisso com a preservação do trabalho, a cosia mais digna do cidadão, lutando pela preservação da exclusividade profissional, lutando contra a desestatização e privatização das administrações portuárias, denominada autoridade portuária, que em todo mundo está nas mãos do Estado pela sua relevância estratégica. Estamos lutando também pela preservação da guarda portuária, que tem um papel de estado e de segurança nacional, lutando para evitar a asfixia do trabalho portuário. Vamos à luta companheiros, o Brasil precisa se desenvolver na mão dos trabalhadores e não nas mãos dos oligopólios internacionais. Não ao oligopólio, não à privatização e sim à dignidade dos trabalhadores brasileiros em todos os portos desse Brasil.” – afirmou Ernâni

No Rio de Janeiro, além do ato no Cais do Porto, no Centro do Rio de Janeiro, também teve ato no Porto de Itaguaí, no Porto de Sepetiba e o movimento demonstrou força alcançando até a CSN, que desativou a descarga do carvão que chega dos navios e é descarregado no terminal de Itaguaí.

Também foram registrados atos em outros estados, sendo essa uma atividade nacional definida na plenária unificada da categoria, realizada em 7 e 8 de dezembro.

 

 

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