- 25 de fevereiro de 2026
- Publicado por: Marcios Mauricio
- Categorias: Notícias CTB Nacional, Notícias CTB-RJ
O debate sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução nos salários, ganhou um aliado de peso na última semana. Uma nota técnica publicada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) desmistificou o argumento de que a medida causaria um colapso econômico. Segundo o órgão, o custo operacional da mudança para setores como Indústria e Comércio seria inferior a 1%, patamar que o Brasil já absorveu diversas vezes em reajustes do salário mínimo.
“O que o Ipea está dizendo é o que o movimento sindical sempre afirmou: a economia brasileira tem plena capacidade de garantir dignidade ao trabalhador sem perder competitividade. Esse ‘terrorismo econômico’ que tentam emplacar é apenas uma estratégia para manter uma exploração colonial sobre a classe operária brasileira”, afirma Paulo Farias, presidente da CTB-RJ.
O estudo do Ipea mostra que o impacto da redução da jornada seria de apenas 0,6% para a Indústria e 0,9% para o Setor de Serviços e Comércio. O levantamento compara esse cenário a anos como 2001 e 2012, quando o salário mínimo teve ganhos reais significativos e a economia continuou a gerar empregos.
- Indústria: Aumento de apenas 0,6% no custo operacional total.
- Comércio: Aumento de 0,9%, absorvível pela dinâmica do mercado.
- Desigualdade: Trabalhadores da escala 44h ganham, em média, metade do que ganham aqueles que já estão em jornadas menores (40h).
A CTB-RJ iniciou o ano com agendas de luta, celebrando a vitória da implementação da isenção do imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais e gritando para garantir que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) avance. Além da jornada, a central defende que a pauta venha acompanhada da taxação de grandes fortunas para equilibrar a balança fiscal do país.