Pelo menos 3 municípios do RJ suspendem aplicação da segunda dose da vacina contra a Covid

Pelo menos 3 municípios do RJ suspendem aplicação da segunda dose da vacina contra a Covid

Pelo menos três cidades do estado do Rio suspenderam a aplicação da segunda dose contra a Covid-19 por falta das vacinas CoronaVac e AstraZeneca nesta terça-feira (27). São elas:

  • Duque de Caxias, na Baixada Fluminense
  • Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense
  • Volta Redonda, no Sul Fluminense.

Em outras três cidades – Maricá, Mangaratiba e Mesquita – só restavam doses da AstraZeneca. A vacinação da CoronaVac está suspensa nesses três municípios por falta de doses.

Mesquita, na Baixada Fluminense, anunciou o fim das doses da CoronaVac na tarde desta terça.

Vacinação na Capital

cidade do Rio ainda tem doses para a segunda aplicação, mas os estoques estão perto do limite.

O secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz, disse que depende da chegada de novas remessas.

“Essa foi a primeira vez que o Instituto Butantan falha nessa remessa de doses, foi um problema na cadeia de produção. Mas já tá previsto chegarem novas doses nos dias 3, 9 e 10. Tem novas remessas para chegar do Instituto Butantan junto com o Ministério da Saúde”, disse Daniel Soranz.

Fila em Nova Iguaçu

Na noite de segunda-feira (26), a prefeitura de Nova Iguaçu comunicou que deixaria de aplicar a segunda dose da CoronaVac por falta de vacina, mas muitas pessoas só souberam da informação nesta manhã.

No início da manhã, pelo menos 10 carros aguardavam na fila em um posto de Nova Iguaçu.

Caxias descumpriu decisão judicial

A promotora Carla Carrubba, da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Saúde da Região Metropolitana do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), afirmou, nesta terça-feira (27), que quatro decisões judiciais em relação à vacinação contra a Covid-19 foram descumpridas pela Prefeitura de Duque de Caxias desde fevereiro.

Segundo ela, as medidas obrigavam a cidade a seguir o Plano Nacional de Imunização e cumprir as datas de aplicação da segunda dose das vacinas.

“Nós entramos com duas ações judiciais e, a pedido do Ministério Público, já foram dadas quatro decisões judiciais para que o município de Duque de Caxias cumpra o Plano Nacional de Imunização e, em especial, no que concerne ao respeito aos grupos prioritários de idosos e a garantia do esquema vacinal da população, ou seja, a aplicação da segunda dose no prazo preconizado pelo fabricante da vacina”, afirmou Carrubba em entrevista ao Bom Dia Rio.

G1 entrou em contato com a Prefeitura de Duque de Caxias, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

Saúde do RJ confirma falta de CoronaVac

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio confirmou na noite desta segunda-feira (26) que alguns municípios já comunicaram extraoficialmente ao governo que não têm a vacina CoronaVac para fazer a aplicação da segunda dose e vão suspender a vacinação.

Segundo a secretaria, “caso ocorra essa suspensão”, será temporária até que nova remessa de imunizantes seja enviada para o estado.

A Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SES) disse que aguarda as informações do Ministério da Saúde sobre a distribuição de uma nova remessa para a segunda dose de CoronaVac.

Ainda segundo a nota, a secretaria aguarda orientação do ministério sobre a ampliação do intervalo de aplicação entre a primeira e a segunda dose do imunizante.

Ministro admite ‘dificuldade’

Também na segunda, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, admitiu que há “dificuldade” no fornecimento de vacinas para aplicação da segunda dose da CoronaVac, utilizada contra a Covid.

Queiroga deu a declaração ao participar de uma sessão da comissão do Senado que discute medidas de combate à doença.

De acordo com o Instituto Butantan, que fabrica o imunizante, a aplicação da segunda dose deve ocorrer em um intervalo de 14 a 28 dias em relação a primeira.

O Ministério da Saúde afirmou que o que vale é o que está na bula da vacina, mas, caso ocorram atrasos, a recomendação é que o esquema vacinal seja completado o mais rápido possível, sem ser necessária a reaplicação da primeira dose.

Ainda de acordo com o ministério, não há pesquisa conclusiva em relação ao limite de intervalo tolerado.

Fonte: G1

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