PESQUISA DA ONU DEMONSTRA NECESSIDADE DA MULHER BRASILEIRA AVANÇAR NA POLÍTICA

PESQUISA DA ONU DEMONSTRA NECESSIDADE DA MULHER BRASILEIRA AVANÇAR NA POLÍTICA

O Relatório de Desenvolvimento Humano lançado pelas relações unidas constatou o que a CTB já debate há anos em seus fóruns: que o Brasil tem muito a avançar em termos de igualdade e representação política entre homens e mulheres. Segundo o relatório, o Índice de Desigualdade de Gênero do Brasil ficou em 0,41 em 2013, o que coloca o País na posição número 85 em um ranking de 149 países.

O resultado aponta que o desenvolvimento do Brasil em termos de igualdade de gênero não acompanhou o desenvolvimento do País em termos gerais. O Brasil subiu uma posição no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que leva em conta a renda, a escolaridade e a saúde da população. Nesse ranking, o País ocupa a posição 79 de 187 países pesquisados. Tais resultados demonstram a urgência de se avançar nas questões ligadas à igualdade de gênero.

Alguns estímulos à participação feminina na política no Brasil já existem fixados em lei. Os partidos são obrigados, por exemplo, a garantir às mulheres 30% das candidaturas em cada eleição. No entanto, além desse índice não representar diretamente em assentos nos espaços de poder, essa cota vem sendo sistematicamente descumprida por muitos partidos que utilizam “candidatas laranja” para burlar a lei. O relatório das ONU cita que as mulheres brasileiras ocupam apenas 9,6% dos cargos do Congresso Nacional, enquanto a média mundial é de 21%. Na América Latina e no Caribe, a ocupação das mulheres nos parlamentos nacionais é de cerca de 25% dos assentos. O Brasil está no mesmo patamar de estados árabes, onde as mulheres possuem menos de 14% dos assentos nos parlamentos.

Algumas entidades da sociedade civil, tentando enfrentar esse quadro, se mobilizam para efetivamente eleger mulheres, principalmente mulheres com plataforma feminista. A página “Vote numa feminista”, no Facebook, por exemplo, vem desenvolvendo um trabalho de divulgação das candidatas que têm propostas claras e definidas sobre direitos das mulheres para conhecimento público. Neste ano, pela primeira vez, as mulheres representam quase 30% do total de pessoas que vão concorrer nas eleições de outubro, conforme dados do TSE. Em 2010, 22% dos candidatos eram mulheres. Os números ainda são muito baixo já que as mulheres são 51,5% da população brasileira.

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