PREFEITO NÃO RECEBE MANIFESTANTES E SERVIDORES OCUPAM PREFEITURA DE MACAÉ

PREFEITO NÃO RECEBE MANIFESTANTES E SERVIDORES OCUPAM PREFEITURA DE MACAÉ

Os Servidores Públicos Municipais de Macaé se reuniram em um grande ato na última quarta-feira (25). O ato, organizado pelo SindGuarda-Macaé, pelo SEPE e pelos movimentos “SOS Servidores” e “Nenhum Direito a Menos” se concentrou em frente à Prefeitura de Macaé em defesa do pagamento e contra o sucateamento do serviço público.

Os manifestantes criticaram a falta de diálogo do prefeito com as organizações que representam os trabalhadores e exigiram o imediato pagamento do vale refeição.  O Sindiguarda, entidade filiada à CTB, protesta ainda contra  a perseguição aos guardas municipais que participaram da greve de 2016 (que durou mais de 40 dias) e em especial os dirigentes do sindicato. A Saúde também tinha suas pautas específicas. Os servidores da saúde reivindicavam o pagamento de adicional de insalubridade.

Além da pautas locais, o ato também protestou contra o governo Temer e a PEC 55, que congela os investimentos públicos em áreas como saúde educação. Os servidores montaram uma Comissão de representantes das entidades e tentam ser recebidos pelo prefeito para debater pautas que incluem, além das questões já citadas, a correção do PCCV e a atualização do pagamento disse triênios.

Presente no ato, o Secretário de Comunicação e Imprensa da CTB-RJ, Paulo Sérgio Farias, manifestou seu apoio aos trabalhadores:

“Os servidores de Macaé não podem pagar pela crise e sobre os ombros deles não pode ser jogado o ônus de uma gestão temerária da atual gestão municipal. O prefeito se gaba de Macaé não ter quebrado. Isso se justifica pela arrecadação mensal do município. O que se pergunta é por que então se retira direitos dos servidores? Corta – se o pagamento de vale alimentação,  falta merenda nas escolas, não se atualizam os triênios dos servidores e o Plano de Cargos está parado. Não é falta de dinheiro, pois se a crise tivesse se estendido também ao município não poderia haver uma nomeação maciça de 400 cargos comissionados e nem se propagado a política de isenções.”

O Prefeito, no entanto, em mais um ato de desrespeito aos servidores não recebeu a Comissão, o que levou os servidores a ocuparem, já no fim do ato, a prefeitura de Macaé.

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