Transpetro: Trabalhadores de Terminal de Terceirizadas fazem greve e enfrentam patrões por seus direitos

Transpetro: Trabalhadores de Terminal de Terceirizadas fazem greve e enfrentam patrões por seus direitos

A Ilha do Governador, mais uma vez é palco de luta da categoria metalúrgica. Dessa vez, no Terminal Aquaviário da Transpreto onde cerca de 200 trabalhadores de 6 empresas diferentes cruzam os braços em greve unificada. Mesmo com todas as manobras para desmobilizar a classe trabalhadora feitas pelos últimos governos, os metalúrgicos de 6 prestadoras diferentes se uniram e cobram paridade com os trabalhadores de outros terminais. A categoria descobriu receber em defasagem de, no mínimo, 100% em relação aos demais terminais da Transpetro e está decidida a, através da luta, reverter essa injustiça.

O movimento teve início em 17 de fevereiro, quando os trabalhadores do Terminal das empresas terceirizadas, na Ilha do Governador, aprovaram o estado de greve exigindo um acordo coletivo que lhes fosse mais vantajoso. As empresas não se mostraram inicialmente dispostas ao diálogo. Uma delas, a Propav, usou da truculência e chegou a demitir três trabalhadores, mas teve como resposta a entrega coletiva da carteira de trabalho de todos os demais, e, ao ver que a categoria estava unida foi obrigada a recuar das demissões. Três Sindicatos ajudavam e orientavam a categoria nesse momento: Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, Sindicato da Construção Civil de Duque de Caxias e o Sindicato dos Petroleiros.

Diante da mobilização algumas empresas – Propav e Mipe – tentaram negociar oferecendo cesta básica de R$ 400, uma PLR de cerca de R$ 1.200, e um ganho real de 2,2% sobre o percentual já aplicado aos salários integralmente de todos os trabalhadores (10,78%). A proposta foi sumariamente recusada e, em 23 de fevereiro, o Estado de Greve virou Greve. Os Metalúrgicos do Terminal das Terceirizadas pararam!

Desesperada, as empresas tentam afastar as entidades de classe na vã tentativa de conter a mobilização dos trabalhadores. Propav e Mipe conseguiram interdito proibitório na justiça, obrigando o Sindicato a se afastar a 100 metros do portão das mesmas, sob pena de uma multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento. Mesmo assim, nada indica que a luta dos metalúrgicos dessas 6 prestadoras irá desaquecer e os próximos dias poderão ser decisivos na luta por essas conquistas.

Segundo o site da Transpetro, o local faz parte dos Terminais Aquaviários da Baía de Guanabara (TABG) e “realiza operações de cabotagem, de importação e de exportação de produtos claros, escuros e de petróleo, facilitando o escoamento dos diversos produtos de/para a Refinaria de Duque de Caxias (Reduc) e de outras empresas.” A pressão é cada vez maior em cima das empreiteiras para alcançar um acordo que coloque fim na greve.

O Presidente da CTB Rio de Janeiro, Paulo Sérgio Farias, comentou a situação e a postura dos trabalhadores das terceirizadas no terminal da Transpetro e enviou uma mensagem aos grevistas em luta:

“A luta dos metalúrgicos está forte porque a adesão tá forte. E será mais do que necessário a adesão e unidade da categoria. Não faz sentido não ter uma acordo que unifique os salários dessas empresas que prestam serviço contratado pela Transpetro. A CTB está solidária ao Sindicato dos Metalúrgicos e vamos até o fim, para fazer valer o pleito dos trabalhadores.” – afirmou.

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