- 9 de janeiro de 2026
- Publicado por: Marcios Mauricio
- Categorias: Internacional, Notícias CTB Nacional, Notícias CTB-RJ
Por Secretaria de Relações Internacionais – CTB
Em um cenário global marcado pelo retorno de uma “Guerra Fria” comercial, onde as potências centrais — lideradas pela postura protecionista e agressiva dos Estados Unidos — impõem tarifas unilaterais e sanções que asfixiam as nações em desenvolvimento, o Brasil e o Mercosul dão um passo decisivo. A conclusão do acordo com a União Europeia, neste início de 2026, não é apenas um tratado comercial; é um movimento estratégico de autonomia nacional.
“Por décadas, o Brasil esteve sob a sombra das flutuações da política externa de Washington. A CTB sempre defendeu que um país soberano não pode ser refém de uma única bandeira. Com as recentes tensões e o avanço do “tarifaço” americano contra o aço e produtos industriais, a abertura do mercado europeu surge como um contraponto necessário”, afirmou Carlos Muller, diretor da Secretaria de Relações Internacionais da CTB.
Ao eliminar tarifas para 91% das mercadorias, o Brasil diversifica seus destinos, garantindo que o emprego do trabalhador brasileiro não dependa do humor de governantes do Norte. É a nossa indústria e o nosso campo conquistando o direito de escolher para quem vender, em pé de igualdade.
O Papel dos BRICS e o Brasil como “Fiel da Balança”
A importância deste acordo cresce exponencialmente quando olhamos para a nossa posição dentro dos BRICS. O Brasil consolidou-se como o grande mediador do século XXI.
Enquanto os BRICS oferecem financiamento via Novo Banco de Desenvolvimento e uma alternativa ao dólar, a União Europeia traz o aporte tecnológico e padrões de consumo de alto valor.
O Brasil não escolhe um lado; o Brasil escolhe o seu próprio desenvolvimento. Ao estar no centro desses dois blocos, o país se torna o fiel da balança, o elo necessário entre a energia e as matérias-primas do Sul Global e a tecnologia industrial do Ocidente.
Proteção ao Trabalho e ao Desenvolvimento
Para a CTB, o ponto fundamental é a garantia de que o crescimento econômico se traduza em justiça social. O texto final do acordo traz cláusulas vinculantes sobre normas laborais e ambientais, fundamentais para impedir a “corrida para o fundo” (onde países baixam salários para atrair investimentos).
Exigimos e seguiremos vigilantes para que este acordo seja um motor para a Nova Indústria Brasil, fomentando a criação de empregos qualificados e a transferência de tecnologia. Não aceitaremos o papel de meros exportadores de commodities; queremos que o motor europeu ajude a financiar a nossa reindustrialização verde.
Neste momento sombrio de incertezas globais, o Brasil brilha pela diplomacia altiva. O acordo Mercosul-UE, somado à nossa liderança nos BRICS, coloca o trabalhador brasileiro em uma posição de força. É tempo de produzir para o mundo, mantendo a nossa bandeira e os nossos direitos no topo da agenda.