CTB e Movimentos Sociais em Marcha: A Luta Contra a Transfobia é Luta de Classes

No Dia Nacional da Visibilidade Trans (29 de janeiro), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) reafirma seu compromisso histórico com a emancipação humana e a unidade da classe trabalhadora. Entendendo que o ódio e a exclusão contra pessoas trans são ferramentas do capital para dividir e explorar, a central intensifica sua mobilização em todo o país.

Este mês de visibilidade não é apenas de celebração, mas de ocupação de espaços. A CTB esteve presente na última semana na Marcha Trans em Brasília, unindo-se a movimentos sociais de todo o Brasil para exigir direitos fundamentais e o fim da violência sistemática.

“Vivi dias inesquecíveis, de muito aprendizado e de celebração pela existência e resistência da população transexual e travesti. Pelo 18º ano, o Brasil segue ocupando o primeiro lugar como o país que mais mata pessoas trans, e essa realidade precisa mudar”, declarou Herbert Corrêa, diretor do Coletivo de Gênero e Diversidade da CTB.

A exclusão econômica é uma das formas mais cruéis de transfobia. Herbert ainda destaca que, embora a classe trabalhadora seja plural, a presença trans no mercado formal ainda é mínima.

“Temos algumas empresas inclusivas, mas muitas, apesar de apresentarem programas de diversidade, não abrangem a contratação de pessoas trans, que sequer chegam a uma entrevista. Essa exclusão empurra a maioria dessa população para a informalidade e precariedade. Por isso, continuaremos na luta ao lado dos movimentos sociais”, afirma o diretor.

A CTB-RJ convoca sua base sindical para transformar o discurso em prática através de três eixos fundamentais:

  • Inclusão nas Negociações: Combater a transfobia nas convenções coletivas e garantir ambientes de trabalho seguros.
  • Formação Política: Promover o letramento de gênero nas bases para desarmar armadilhas ideológicas que visam dividir os trabalhadores.
  • Solidariedade de Classe: Apoio total à organização autônoma de movimentos como a Marcha Trans RJ, a Antra e a Liga João W. Nery.

Vem aí: I Fórum de Visibilidade Trans da CTB

Como parte dessa agenda de lutas, a CTB anuncia que realizará em breve o seu primeiro Fórum de Visibilidade Trans. O evento terá como foco central a empregabilidade e os direitos no mundo do trabalho, discutindo soluções para a inclusão desta parcela da sociedade que é frequentemente invisibilizada e vítima de preconceitos.

A luta contra a ofensiva fascista e imperialista passa, necessariamente, pelo respeito e pela fraternidade entre todos, todas e todes. A unidade é a nossa única arma contra a exploração.

Trabalhadores Trans existem e resistem! ✊🏳️‍⚧️🚩

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