- 15 de setembro de 2026
- Publicado por: Marcios Mauricio
- Categorias: Notícias CTB Nacional, Notícias CTB-RJ
Por Paulo Farias – Presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil — Seccional Rio de Janeiro (CTB-RJ)
Na política, o calendário importa e mais do que isso: ele também é discurso! Ao realizar vazamento seletivo de informações para produzir desgaste político e determinar, na última semana, o afastamento cautelar do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência da corporação em pleno período eleitoral, o ministro André Mendonça não praticou apenas um ato jurisdicional; entrou de toga no debate político. E é claro que este tratou-se de uma das mais graves intervenções diretas nas atribuições do Poder Executivo já feitas na história. Um claro movimento para lançar suspeitas infundadas sobre o governo às vésperas da ida do povo às urnas, alimentando uma narrativa de “colapso institucional” sob medida para beneficiar setores da extrema-direita.
Não se trata aqui de blindar quem quer que seja. Se existirem irregularidades comprovadas com base no devido processo legal, envolvam elas quem envolver, que se apure e que os responsáveis respondam na forma da lei. A própria Polícia Federal tem atuado com autonomia técnica nas investigações. O que a classe trabalhadora não aceita é o uso de indignação seletiva como ferramenta de desestabilização. Por que a velocidade fulminante contra a cúpula da PF agora, enquanto as evidências que pesam contra aliados da oposição não recebem a mesma urgência?
A gravidade do momento vai muito além de uma disputa de narrativas locais: estamos diante de uma questão central de soberania nacional.
As recentes descobertas trazidas a público revelam esquemas de repasses milionários e triangulações financeiras envolvendo o Banco Master, empresas de fachada e a criação de fundos de investimentos nos Estados Unidos (como o Havengate), sob a tutela de aliados políticos e redes de investidores norte-americanos. É o capital estrangeiro e grupos financeiros internacionais injetando dinheiro e manipulando estruturas no exterior para interferir diretamente no pleito e moldar os rumos políticos do Brasil ao arrepio da lei eleitoral e da nossa Constituição.
Não podemos tolerar que o destino do nosso país seja ditado por orquestrações gringas ou por manobras judiciais cronometradas para coagir a vontade popular. Diante de provas tão contundentes de financiamento e interferência ilegal nas eleições, é necessária uma ação imediata das autoridades competentes: a cassação sumária da chapa de Flávio Bolsonaro e a punição exemplar de todos os envolvidos nesse esquema de afronta à soberania brasileira.
Há poucos dias, a CTB já havia levantado essa bola e alertado a sociedade: assistimos à perigosa instrumentalização do Judiciário contra a democracia, usada em meio ao pleito para favorecer grupos que buscam desestabilizar o país.
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil e o povo fluminense não permitirão a fabricação de uma nova operação nos moldes da Lava Jato para aparelhar o Estado e rasgar a soberania nacional. A democracia brasileira pertence ao seu povo, e não aos gabinetes de toga ou ao dinheiro vindo de fora!