- 29 de abril de 2026
- Publicado por: Marcios Mauricio
- Categorias: Notícias CTB Nacional, Notícias CTB-RJ
Na tarde desta terça-feira (28/04), a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) realizou um debate fundamental para marcar o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho e o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho. O evento, realizado no auditório do SEC-RJ, no centro do Rio, reuniu trabalhadores, sindicalistas e lideranças sob o tema: “A saúde mental do trabalhador entrou na NR-1. E agora, Sindicato?”.
“Nesta terça-feira, não há nada para comemorar. É um dia de memória, reflexão e, acima de tudo, luta! Precisamos enfrentar de frente a precarização, a terceirização e o adoecimento físico e mental que assolam a classe trabalhadora”, alertou a secretária de Saúde do Trabalhador da CTB, Dani Moretti,
O seminário focou em questões que afligem o cotidiano laboral: Você já sentiu que o trabalho está te esgotando? O que as novas regras da NR-1 (item 1.5) dizem sobre isso? Com a atualização da norma, a gestão de riscos ocupacionais passou a incluir, de forma mais direta, os riscos psicossociais, colocando a saúde mental no centro da estratégia sindical.
O evento contou com palestras técnicas e análises profundas sobre o cenário atual:
- Eduardo Bonfim (DIESAT): O coordenador técnico do Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho trouxe a visão científica e popular sobre a ecologia humana no trabalho.
- Vanius Corte (MTE): O Auditor Fiscal do Trabalho detalhou as exigências legais e a fiscalização necessária para que as empresas cumpram o que determina a nova NR-1.
- Carlos Bernardo (SEC-RJ): Técnico de Segurança do Trabalho e membro da CIPA, Bernardo trouxe a visão prática do chão de loja e a importância da atuação sindical direta na base dos comerciários.
Dani Moretti reforçou que problemas como assédio moral, metas abusivas e condições precárias são armas que colocam em risco a vida de milhões de brasileiros. “A CTB segue mobilizando os sindicatos e cobrando do Estado políticas públicas que garantam trabalho digno e proteção à vida”, pontuou.
O seminário reafirmou que a segurança do trabalho não pode ser vista apenas como o uso de equipamentos de proteção física, mas como a garantia de que o trabalhador não perderá sua sanidade mental no exercício de sua profissão.
CTB: A luta pela vida é a nossa prioridade!