CTB e Centrais Sindicais se mobilizam no Senado pela Redução da Jornada e o Fim da Escala 6×1

No dia 08 de junho de 2026, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) uniu forças com as demais centrais sindicais em uma plenária nacional virtual que reuniu mais de 500 dirigentes de todo o país. O encontro teve como objetivo central alinhar a estratégia de mobilização e pressão política no Senado Federal, após a histórica aprovação na Câmara dos Deputados da proposta que prevê a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial, e o fim definitivo da escala 6×1.

“Durante a reunião, o senador Paulo Paim relembrou que a batalha pela jornada de trabalho mais justa é uma bandeira histórica do movimento sindical brasileiro e que a antiga transição da jornada de 48 para 44 horas semanais só foi possível graças à intensa mobilização da classe trabalhadora. Agora, o avanço para as 40 horas semanais surge como um passo maduro e necessário, alinhado às tendências mundiais de países da União Europeia e do Chile, impulsionado pelos ganhos de produtividade vindos da automação e da inteligência artificial”, pontuou Paulo Farias, presidente da CTB-RJ.

Neste momento decisivo da tramitação, a união de todas as centrais sindicais e a mobilização nacional é vital. O cenário que se desenha no Senado Federal será desafiador. Setores conservadores da Casa já articulam para impor retrocessos, tentando a todo custo atender aos interesses do patronato e obter ganhos espúrios às custas do suor do trabalhador

Vale lembrar que a proposta conta com um avassalador apoio popular: cerca de 80% da população brasileira é favorável à medida. Além de garantir mais qualidade de vida e saúde para quem trabalha, a redução da jornada tem o potencial de ampliar a massa salarial e fortalecer o mercado interno nacional.

“Mais do que uma disputa econômica, trata-se de um jogo político: a oposição patronal conservadora tenta impor uma derrota ao governo e utiliza o atraso dessa pauta como manobra para impactar as próximas eleições. O objetivo é claro: tentar ofuscar a vitória e o protagonismo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o único nome expressivo no cenário nacional que demonstra um verdadeiro compromisso com o desenvolvimento do Brasil e com a dignidade da classe trabalhadora”, completou Farias.

Exemplo claro dessas ameaças é a PEC 12/2025, apresentada pelo senador Rogério Marinho, que visa precarizar direitos e flexibilizar a jornada. A CTB e as demais centrais defendem intransigentemente que o texto vindo da Câmara seja aprovado integralmente e sem alterações, evitando atrasos burocráticas na tramitação.

Plano de Ação e Próximos Passos

  • Para alcançar os 49 votos necessários para a aprovação da PEC no Senado, as centrais definiram um calendário de lutas unificado:
  • Pressão nos Estados: Organização de comitês para visitar os três senadores e senadoras de cada unidade da Federação, cobrando posicionamento público.
  • Combate à Precarização: Diálogo e pressão sobre os parlamentares para a retirada de assinaturas da PEC 12/2025.
  • Mobilização de Base: Intensificação das ações nas fábricas, locais de trabalho, praças públicas e redes sociais.
  • Ocupação de Brasília: Presença massiva na audiência pública agendada no plenário do Senado Federal para o dia 24 de junho de 2026.

A CTB convoca toda a sua base, sindicatos filiados e a sociedade civil para se engajarem nesta reta final. A redução da jornada não é apenas um direito, é o futuro do trabalho no Brasil.

Pelas 40 horas semanais e pelo fim da escala 6×1!

Por mais tempo para viver: Para o lazer, para o estudo e para professar nossa fé e para o que a gente quiser!

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