- 20 de julho de 2026
- Publicado por: Marcios Mauricio
- Categorias: Notícias CTB Nacional, Notícias CTB-RJ
Um estudo recente publicado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) acendeu um alerta global que a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) vem denunciando há décadas: o modelo de privatizações indiscriminadas faliu. O próprio organismo financeiro, outrora principal fiador do receituário neoliberal e do Consenso de Washington, agora reconhece o surgimento de uma “quarta grande onda de nacionalizações” pelo mundo. Países de economias centrais como os Estados Unidos, França e Reino Unido vêm retomando o controle estatal de áreas estratégicas como energia, infraestrutura e transportes, motivados pela precarização e pela necessidade de garantir a segurança nacional.
“Reflexo desta política entreguista que assola o Brasil, o estado do Rio de Janeiro também sofre desta desconexão. Por aqui, o governo estadual e a Assembleia Legislativa encontram uma barreira firme na mobilização dos sindicatos e dos movimentos sociais organizados. Como exemplo, exponho nossa luta, que desde Claudio Castro, quer entregar a cedae as mãos do grande capital e nós, que já conhecemos essa história sabemos que os serviços serão precarizados e novamente, o povo mais pobre e regiões periféricas serão os mais afetados.”, denuncia Paulo Farias, presidente da CTB-RJ.
Aqui no Brasil, a classe trabalhadora tem travado uma luta incansável para manter os serviços essenciais sob o controle público. Essa resistência se faz urgente diante dos retumbantes fracassos e das tragédias operacionais decorrentes das privatizações no país.
Os exemplos desse modelo entreguista são devastadores. A venda das refinarias da Petrobras, promovida de forma irresponsável durante a gestão de Jair Bolsonaro, fracionou o patrimônio nacional e submeteu o preço dos combustíveis a monopólios regionais privados, penalizando o bolso do povo. Da mesma forma, no estado de São Paulo, assistimos ao colapso diário provocado pela ganância corporativa. O sucateamento e as falhas constantes em serviços essenciais sob a omissão da Aneel, somados à recente e catastrófica privatização da Sabesp, transformaram a distribuição de energia e o saneamento básico em sinônimos de apagões e acidentes graves. Fica provado que transferir o patrimônio público para o grande capital custa caro e destrói a qualidade de vida das cidades.
Diante do reconhecimento global do fracasso privatista pelo próprio FMI, a CTB reforça que a soberania de uma nação não se constrói com a entrega de suas riquezas e direitos fundamentais ao mercado financeiro.
A CTB é categoricamente a favor de serviços públicos fortes e de servidores valorizados. É unicamente através do fortalecimento das instituições estatais, do investimento na estrutura pública e do respeito aos trabalhadores que prestam esses serviços que enxergamos e construiremos um país genuinamente forte, justo e soberano.
Serviço Público Não é Mercadoria! Pela Soberania Nacional!