Opinião: Pela Soberania e Contra o Jugo Imperialista

O cenário internacional contemporâneo revela uma face cada vez mais agressiva do capitalismo global. Sob a liderança de figuras que personificam o autoritarismo e a interferência externa, como as administrações de Donald Trump e o governo de Netanyahu no Oriente Médio, assistimos não apenas a tragédias humanitárias, mas a um projeto deliberado de desestabilização de nações soberanas.

O que está em jogo nessas movimentações não é apenas a preservação da democracia, mas sim o controle irrestrito de recursos estratégicos e riquezas naturais. As ameaças de anexação de territórios, a imposição de sanções econômicas sufocantes e as intervenções diretas que visam países como a Venezuela e o Irã são ferramentas de uma lógica de lucro bélico que ignora solenemente as fronteiras nacionais e a vida humana. Para o Brasil e outras nações em desenvolvimento, essa instabilidade global não se resume a notícias distantes, pois ela se traduz diretamente em inflação acentuada, aumento abusivo no preço dos combustíveis e ataques severos ao poder de compra e ao prato do trabalhador.

Diante dessa ofensiva imperialista, o Brasil começa a desenhar sua necessária contraofensiva estratégica. A decisão do Presidente Lula de retomar a Refinaria Gabriel Passos, a REGAP, em Minas Gerais, anteriormente entregue à iniciativa privada, configura-se como um ato fundamental de declaração de soberania energética. Manter as refinarias sob o controle estatal é a única garantia real de que o país poderá amortecer os choques de preços internacionais e impedir que setores interessados na sabotagem interna ditem o custo de vida da população. A pauta brasileira deve ser vigilante, uma vez que a soberania nacional permanece ameaçada por alas políticas da extrema direita que buscam entregar terras raras e demais riquezas minerais aos interesses estrangeiros.

Nesse contexto de pressões externas e disputas internas, a soberania do país será decidida de forma definitiva através do voto popular. As eleições de 2026 para a Presidência da República, os governos estaduais e o Congresso Nacional representam a maior e mais decisiva batalha da classe trabalhadora nesta década. Combater o imperialismo exige derrotar seus representantes locais e proteger as empresas estatais de novos processos de desmonte e privatização. A busca por uma paz real e pelo respeito à autodeterminação dos povos depende diretamente da derrota da lógica que prioriza a guerra e o lucro em detrimento da dignidade humana. O momento atual exige mobilização constante, pois a construção de um Brasil soberano e livre das amarras do intervencionismo começa na defesa rigorosa das riquezas que pertencem ao povo brasileiro.

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