CTB Reafirma Luta pelo Fim da Escala 6×1 e Destaca Nota Técnica da Fundação Maurício Grabois

A luta pelo fim da escala 6×1 ganhou um reforço teórico e político fundamental. A Fundação Maurício Grabois (FMG) lançou uma Nota Técnica detalhando os impactos econômicos e sociais da reorganização do tempo de trabalho no Brasil. Para a CTB, o documento ratifica o que as ruas já estão gritando: o modelo de seis dias de trabalho por um de descanso é um regime de exaustão que não cabe mais no século XXI.

A nota, assinada pelos pesquisadores Theófilo Rodrigues e Carolina Maria Ruy, resgata que a atual jornada de 44 horas semanais, estabelecida em 1988, está defasada. Enquanto o mundo avança para modelos de 40 horas ou menos, o Brasil ainda mantém milhões de pais e mães de família sob um regime que anula o convívio social e o lazer.

A CTB destaca quatro eixos da Nota Técnica que servem de munição para o debate no Congresso e nas bases sindicais:

  • Justiça na Automação: Com o avanço da Inteligência Artificial e da tecnologia, as empresas produzem mais em menos tempo. A Nota Técnica defende que esses ganhos de produtividade devem ser convertidos em tempo livre para o trabalhador, e não apenas em lucro para o patrão.

  • Saúde e Segurança: O documento associa jornadas exaustivas ao aumento de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais (como o Burnout). Menos horas trabalhadas significam um trabalhador mais focado e saudável.

  • Exemplos Globais: Países como Chile e México já iniciaram seus processos de redução. O Brasil, como uma das maiores economias do mundo, não pode ficar para trás na garantia de direitos fundamentais.

  • Unidade na Luta: A nota sistematiza o apoio das centrais sindicais (CTB, CUT, UGT, Força Sindical) às propostas que tramitam no Legislativo, como a PEC 08/2025 (Erika Hilton) e o PL 67/2025 (Daiana Santos).

A CTB alerta que, embora a Nota Técnica comprove a viabilidade econômica da medida, a resistência de entidades como a CNI e a CNC permanece forte. “Eles dizem que o custo aumentará, mas esquecem que trabalhador doente e infeliz custa muito mais caro para a Previdência e para o país”.

Para a CTB, o objetivo é claro: avançar para as 40 horas semanais imediatas, rumo às 36 horas, com o fim definitivo da escala 6×1. O desenvolvimento do Brasil só será pleno quando a riqueza produzida servir para melhorar a vida de quem a produz.

Pelo fim da escala 6×1! Pela redução da jornada sem redução de salários! A luta é agora!

 

Fonte: https://grabois.org.br/2026/03/03/nota-tecnica-reducao-da-jornada-de-trabalho-e-o-fim-da-escala-6×1/

 

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