- 24 de março de 2026
- Publicado por: Marcios Mauricio
- Categorias: Notícias CTB Nacional, Notícias CTB-RJ
A luta pelo fim da escala 6×1, pauta histórica dos CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e de seus sindicatos, ganhou um novo capítulo. A pesquisa Nexus cravou: 8 em cada dez brasileiros defendem o fim da jornada 6×1. O levantamento é uma nova peça no cenário de luta que está posto no país. De um lado, os trabalhadores clamando por uma mudança necessária e do outro, empresários e politicos de direita que tentam interromper o avanço para manter domínio sobre quem trabalha e produz.
“Esta pesquisa mostra o que já é sabido: a esmagadora maioria da força produtiva do Brasil não aceita mais um modelo que rouba o tempo de vida, destrói a saúde mental e impede o convívio familiar. Não aceitaremos manobras de bastidores no Congresso. Os políticos precisam ouvir a voz da classe trabalhadora que os elegeu. A CTB e os sindicatos seguirão nas ruas e nas redes, denunciando as tentativas de votar contra a vida dos brasileiros”, afirma o presidente da CTB-RJ, Paulo Fatias.
O recente levantamento da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados revelou que 82% dos brasileiros entre 16 e 40 anos defendem o fim da jornada 6×1. Foram ouvidas 2.021 pessoas em todo o país, Para a CTB, o dado é um ultimato: a classe trabalhadora quer viver, e não apenas sobreviver para o lucro de poucos.
Enquanto o povo clama por dignidade, vozes no Congresso Nacional e no Poder Executivo estadual tentam desqualificar o direito ao descanso. Recentemente, o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, proferiu uma declaração lamentável ao sugerir que o fim da escala 6×1 geraria o “ócio do mal”. Segundo o parlamentar, o lazer em comunidades ou no sertão poderia levar ao vício, ignorando que o descanso é um direito humano e constitucional.
Anteriormente, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, em jantar com empresários, prometeu trabalhar para barrar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho. Ao lado de Antônio Rueda (União Brasil), Valdemar sinalizou que a estratégia é segurar o projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para evitar que a pauta chegue ao plenário, onde a pressão popular seria irresistível em ano eleitoral.
Mais recentemente, o governador do Paraná, Ratinho Jr., reacendeu a indignação ao defender que o caminho para o progresso seria trabalhar 60 horas por semana. Tal declaração é uma afronta aos avanços civilizatórios e às lutas sindicais que, há mais de um século, conquistaram a jornada de 8 horas.
A CTB reafirma que a redução da jornada, sem redução salarial, é a única saída para um Brasil mais justo. O fim dessa escala famigerada é uma questão de justiça social.
A luta continua. Pelo fim da escala 6×1 e por uma vida digna para quem produz a riqueza do Brasil!